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Dr. João Pedro – Neurologista em Aracaju – SE

O que é, afinal, um acidente vascular cerebral (derrame)?

Acidente vascular cerebral (derrame)

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente chamado de “derrame”, é hoje uma das maiores causas de morte e de incapacidade no mundo.  Estima-se que aconteça cerca de um AVC a cada 2 minutos no Brasil. A maioria dos AVCs pode ser prevenida e seu diagnóstico pode ser realizado rapidamente — e, quando acontece, cada minuto de reconhecimento rápido pode significar a diferença entre voltar a andar e ficar com sequelas permanentes.

Existem dois tipos principais de acidente vascular cerebral (derrame), e a diferença entre eles é fundamental porque o tratamento de um é completamente divergente do outro

  • AVC isquêmico: é o mais comum, respondendo por cerca de 85% a 90% dos casos. Acontece quando um vaso que leva sangue ao cérebro é entupido — geralmente por um coágulo que se forma ali mesmo (sobre uma placa de gordura) ou que viaja de outro lugar, frequentemente do coração.
Acidente vascular cerebral (derrame)
  • AVC hemorrágico: é menos frequente, mas costuma ser mais grave. Aqui o problema é o oposto: um vaso se rompe e o sangue extravasa, comprimindo e lesionando o tecido cerebral. A pressão alta descontrolada é a grande vilã desse tipo.
Acidente vascular cerebral (derrame)

Há ainda o chamado Ataque Isquêmico Transitório (AIT), em que os sintomas são semelhantes aos que ocorrem no AVC, porém que desaparecem sem deixar sequela permanente e não demonstram alterações nos exames de imagem. O AIT é o alarme de incêndio antes do incêndio — um sinal de altíssimo risco de um AVC “de verdade” nos dias seguintes. Quem teve um episódio assim precisa ser investigado com urgência.

Qual é o médico que trata acidente vascular cerebral (derrame)?

O neurologista é o médico capacitado para tratamento de acidente vascular cerebral (derrame).

Médico para AVC (derrame)

O Dr. João Pedro é médico neurologista e trata pacientes com acidente vascular cerebral (derrame) em Aracaju e Lagarto. Possui residência em Neurologia pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE) e é membro efetivo da Academia Brasileira de Neurologia (ABN). Possui mais de 140 avaliações nota máxima no Google, como alguns exemplos abaixo:

Epidemiologia do acidente vascular cerebral (derrame)

O acidente vascular cerebral (derrame) é a segunda maior causa de morte do mundo e a terceira maior causa de morte e incapacidade somadas. A cada ano, mais de 12 milhões de pessoas têm o seu primeiro AVC, e cerca de 6,5 milhões morrem em decorrência dele.

Outro dado que também assusta: cerca de 1 em cada 4 adultos acima dos 25 anos terá um AVC ao longo da vida. Não é uma doença “de gente muito velha e distante”. No Brasil, o cenário é particularmente sério. Dados da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBAVC) mostram que, nos últimos anos, o AVC passou a matar mais brasileiros do que o infarto, com algo em torno de 85 mil a mais de 100 mil óbitos por ano.

Quais os fatores de risco associados ao acidente vascular cerebral (derrame)?

Sabe-se que 10 fatores de risco modificáveis estão associados a aproximadamente 80-90% dos AVCs. Em palavras simples: a maioria dos derrames não é azar nem destino — está ligada a aspectos que, em algum grau, podem ser mudados ou controlados. Nesse contexto, temos os seguintes fatores:

  • Pressão alta (hipertensão) — disparado o mais importante de todos. Sozinha, está associada a cerca de metade do risco populacional de AVC. Controlar a pressão é, de longe, à medida que mais salva cérebros.
  • Sedentarismo – a falta de atividade física regular.
  • Colesterol/gorduras no sangue
  • Alimentação pouco saudável – excesso de ultraprocessados, sal e gordura, além de poucas frutas, verduras e fibra.
  • Gordura abdominal (relação cintura-quadril aumentada).
  • Tabagismo – fumar danifica diretamente as paredes dos vasos.
  • Causas cardíacas, com destaque para a fibrilação atrial, uma arritmia que favorece a formação de coágulos que podem viajar até o cérebro.
  • Consumo excessivo de álcool
  • Fatores psicossociais – estresse crônico e depressão.
  • Diabetes

Como consigo ajudar alguém que está tendo um acidente vascular cerebral (derrame)?

Acidente vascular cerebral (derrame)

O AVC tem uma característica marcante: os sintomas são súbitos. Aparecem de repente, em segundos ou minutos. Para facilitar a memorização do que deve ser valorizado nesses caso, foi criado o acrônimo SAMU, descrito da seguinte maneira:

  • S — Sorriso: peça à pessoa para sorrir. Um lado da boca fica caído ou torto?
  • A — Abraço (ou braços): peça para levantar os dois braços. Um deles cai ou não sobe?
  • U — Urgente: se qualquer um desses sinais aparecer, é urgente. Ligue imediatamente para o SAMU (192).
  • M — Música/Mensagem (fala): peça para repetir uma frase simples. A fala saiu enrolada, trocada ou a pessoa não consegue falar?

Outros sinais de alerta que aparecem de forma súbita são dormência ou fraqueza de um lado do corpo, perda ou embaçamento da visão (às vezes em um olho só), tontura intensa com desequilíbrio para andar, e a famosa “pior dor de cabeça da vida”, especialmente se vier com vômito e sonolência — esta última é típica do AVC hemorrágico.

É importante que você não espere “para ver se melhora”. Chame o SAMU. No AVC, vale o lema: “tempo é cérebro”. Estima-se que, a cada minuto de AVC isquêmico não tratado, milhões de neurônios sejam perdidos.

Como o acidente vascular cerebral (derrame) é diagnosticado?

Acidente vascular cerebral (derrame)

Ao chegar, a prioridade é diferenciar rapidamente os tipos de AVC, porque o tratamento depende disso. O exame essencial e mais imediato é a tomografia de crânio sem contraste — rápida e amplamente disponível, ela serve principalmente para descartar (ou confirmar) a hemorragia.

A partir daí, dependendo do caso, podem entrar outros exames ao longo do internamento: angiotomografia ou angiorressonância (para ver se há uma artéria grande entupida), ressonância magnética, exames de sangue (incluindo glicemia, que quando alterada pode imitar sintomas de AVC) e avaliação cardíaca para procurar arritmias como a fibrilação atrial.

Como é realizado o tratamento para acidente vascular cerebral (derrame)?

Para o acidente vascular cerebral isquêmico (derrame), existem hoje dois tratamentos que mudaram a história da doença — e ambos dependem do tempo:

  • Trombólise (o “remédio que dissolve o coágulo/afina o sangue”): medicamento administrados na veia, geralmente o alteplase e, mais recentemente, o tenecteplase. As diretrizes recomendam o uso em pacientes elegíveis idealmente até 4,5 horas do início dos sintomas. Quanto mais cedo, maior o benefício e menor o risco.
  • Trombectomia mecânica: um procedimento em que um catéter é guiado pelos vasos até o coágulo, que é então removido fisicamente. É indicada para entupimentos de grandes artérias e, em pacientes cuidadosamente selecionados por exames de imagem, pode ser feita em janelas estendidas de até 24 horas em alguns casos (geralmente mais realizada quando até 9h). Foi um dos maiores avanços da neurologia na última década, porém infelizmente ainda não é disponível na maioria dos hospitais do país.

Para o acidente vascular cerebral hemorrágico, a lógica é outra: o foco está em controlar a pressão arterial, estancar o sangramento, manejar a coagulação e, em casos selecionados, recorrer à neurocirurgia para aliviar a pressão dentro do crânio. Por isso a tomografia inicial é tão crucial.

Vale uma observação importante: a elegibilidade para cada tratamento depende de muitos detalhes individuais (tempo, tipo de AVC, exames, condições de saúde). Essa decisão é sempre da equipe médica diante do caso, e não algo que se possa generalizar em um texto.

Reabilitação: a vida depois do acidente vascular cerebral (derrame)

Acidente vascular cerebral (derrame)

Após superar o acidente vascular cerebral (derrame), é necessário investir na segunda etapa desse processo: a reabilitação multidisciplinar.  As sequelas variam muito conforme a área do cérebro afetada, podendo haver dificuldade para mover um lado do corpo, para falar ou entender (afasia), para engolir, alterações na visão, na memória, no humor e na própria personalidade. Daí a importância de não banalizar nenhum sintoma.

A reabilitação moderna é multidisciplinar e começa cedo, ainda no hospital. Envolve tipicamente fisioterapia (para recuperar força, equilíbrio e marcha), fonoaudiologia (para fala e deglutição), terapia ocupacional (para reaprender as atividades do dia a dia) e apoio psicológico, sem esquecer a família, que é parte essencial do processo. O cérebro tem uma capacidade notável de se reorganizar — a chamada neuroplasticidade — e a reabilitação consistente é o que ajuda a transformar esse potencial em ganhos reais.

Importante reforçar que todo acidente vascular cerebral (derrame) necessita de uma investigação detalhada. Exames laboratoriais, cardiológicos e estudo dos vasos da cabeça e pescoço são cruciais para a melhor compreensão da causa do acidente vascular cerebral (derrame). Em pacientes jovens essa abordagem tende a ser um pouco mais ampla já que as possibilidades diagnósticas são mais variadas que em nos idosos. Doenças como Lúpus eritematoso sistêmico e trombofilias podem representar possíveis causas de derrame nesse grupo, e essa avaliação mais completa não deve ser ignorada.

 Igualmente importante é a prevenção secundária: depois de um acidente vascular cerebral, o risco de ter outro aumenta. Por isso o acompanhamento envolve controlar rigorosamente a pressão, tratar o diabetes e o colesterol, parar de fumar e, conforme o caso, usar medicamentos que afinam o sangue ou previnem novos coágulos — sempre sob orientação médica. Destaca-se aqui o papel do neurologista, que deve estar presente em todas as etapas desse processo.

Já teve acidente vascular cerebral (derrame) ou conhece alguém que sofre com essa condição?

Sou o Dr. João Pedro, médico neurologista, realizo atendimentos de doenças neurológicas em adolescentes, adultos e idosos, incluindo acidente vascular cerebral, problemas de sono, epilepsia, demências/esquecimentos, tremores, dores crônicas dentre outras condições. Busco realizar um atendimento individualizado e com uma visão abrangente, acolhendo as queixas e dedicando o tempo necessário para escuta ativa, exame clínico e orientações necessárias. Valorize sua saúde, pois ela é a base para uma qualidade de vida plena e duradoura.

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