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Dr. João Pedro – Neurologista em Aracaju – SE

O que é insônia?

Insônia

A insônia é o distúrbio do sono mais prevalente na população geral, acometendo cerca de 73 milhões de brasileiros (sim, você não está sozinho nessa luta). Desse modo, representa uma condição muito frequente e que deve ser acompanhada de perto. É descrita como a dificuldade de dormir (iniciar/manter sono) mesmo em condições favoráveis, gerando prejuízo a nível de funcionamento social, ocupacional, educacional, acadêmico, comportamental ou em outra área importante.  

Qual é o médico que trata insônia?

O neurologista é o médico capacitado para tratamento de insônia e outros distúrbios do sono.

O Dr. João Pedro é médico neurologista e trata pacientes com insônia em Aracaju e Lagarto. Possui residência em Neurologia pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE) e é membro efetivo da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

Para agendar uma consulta com um especialista, é importante saber sobre as opiniões de outros pacientes que já tiveram experiências prévias com o profissional. Nesse contexto, o Dr. João possui mais de 140 avaliações nota máxima no Google, como alguns exemplos abaixo:

O que causa a insônia?

A insônia pode ser causada por uma série de fatores.  O modelo mais consagrado para a compreensão desse cenário são os “3Ps de Spielman”, que ilustram a insônia como um quadro composto por um tripé: fatores predisponentes, precipitantes e perpetuadores. Vamos entender um pouco melhor:

  • Fatores predisponentes: correspondem àquilo que facilita com que a insônia ocorra. Aqui entram os fatores genéticos e personalidade, o que envolve características pessoais como nervosismo, perfeccionismo e pensamento ruminativo (ideias incessantes que vêm e vão a todo momento, tendendo a focar no negativo)
  • Fatores precipitantes: contemplam os gatilhos do cotidiano, como perdas familiares, dificuldades financeiras, problemas nas relações interpessoais ou no trabalho. Esses aspectos são capazes de ocasionar a insônia aguda, isto é, aquela relacionada a situações específicas e que se resolve no curto prazo à medida que o evento estressor se resolve.
  • Fatores perpetuadores: quando esses fatores estão presentes, a insônia tende a passar de aguda para crônica (isto é, ocorre pelo menos 3 vezes por semana por ao menos 3 meses). Envolve hábitos e crenças que prejudicam a recuperação normal do sono, como cochilos durante o dia, tempo excessivo de cama, agenda irregular de sono, catastrofização (pensamento que nada dá certo) dentre outros fatores.

Como a insônia pode prejudicar minha vida?

Insônia

Boa parte das pessoas utilizam medicamentos sem a devida prescrição médica conforme indicação de amigos e acabam perpetuando o problema ao longo de meses ou anos sem o devido acompanhamento.  A grande questão é que dormir mal interfere em diversas esferas da vida. Nesse sentido, existe uma série de consequência associadas à insônia, como:

  • Dificuldade de atenção
  • Esquecimentos frequentes
  • Fadiga e perda de motivação
  • Alterações de humor
  • Impulsividade/hiperatividade
  • Dores de cabeça e sintomas gastrointestinais
  • Redução na libido
  • Mudança no padrão alimentar

Além disso, cabe ressaltar que diversos problemas de saúde podem interferir no sono ou serem agravados pela insônia, como:

  • Transtornos psiquiátricos (Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Bipolar, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)
  • Doenças respiratórias (Asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica)
  • Problemas cardiológicos (Arritmias, insuficiência cardíaca)
  • Doenças neurológicas (Demências, Doença de Parkinson)
  • Problemas reumatológicos (Fibromialgia, artrite reumatoide)

Quais fatores influenciam no sono?

Outro detalhe que interfere imensamente na qualidade e quantidade de sono é o estilo de vida. Sabe-se que pacientes portadores de insônia demonstram em sua maioria diversos comportamentos/hábitos que fazem com que o problema se perpetue e tenda à cronificação.

Exposição à luz artificial

Insônia

O contato com luz artificial tem aumentado com a modernidade por meio do uso corriqueiro de smartphones, tablets e computadores portáteis. Nesse contexto, somos expostos à luz azul de maneira significativamente maior ao que éramos antigamente – e essa exposição instabiliza o sono noturno e facilita a ocorrência de despertares frequentes.

Exposição sonora

Insônia

O ruído ambiental noturno pode ser a mais preocupante forma de poluição sonora tendo em vista sua capacidade de alterar a arquitetura do sono, bem como a qualidade subjetiva do sono.

Atividade física

Insônia

Existe uma via de mão dupla positiva entre a realização de exercício físico e o sono. Ou seja, praticar atividade física contribui com um sono adequado, enquanto que um sono proveitoso melhora a qualidade do exercício físico no dia seguinte. Dessa maneira, combater o sedentarismo é um ponto chave para quem quer dormir bem.

Alimentação

O consumo de uma dieta balanceada possui influência benéfica para diversos aspectos da vida, para o sono não é diferente. Desse modo, dormir bem depende em parte de uma alimentação equilibrada, pobre em gorduras trans e sódio, como também deve-se evitar consumo de refeições hipercalóricas (“pesadas”) próximo ao horário de deitar.

Uso de álcool

O álcool é um depressor do sistema nervoso central. Apesar de precipitar uma sedação inicial, aumenta as dessaturações noturnas (reduções na saturação de oxigênio) e gera fragmentação (quebra) do sono à medida que os seus níveis no sangue vão reduzindo ao longo da noite. Nesse contexto, pessoas dependentes de álcool possuem tendência à sonolência diurna excessiva e um sono de má qualidade.

Como posso tratar minha insônia?

Entender o que é insônia é relativamente simples já que é um conceito amplamente disseminado. Por outro lado, realizar seu tratamento envolve um grau maior de dificuldade e deve contar com diversas medidas.

O paciente insone necessita de um acompanhamento contínuo pois, como vimos, a insônia pode culminar em diversos prejuízos no cotidiano. Aquele que não dorme possui mais chance de comprometimento cognitivo, expõe-se mais a acidentes de trânsito e possui maior risco cardiovascular (mais chance de problemas cardíacos, como hipertensão arterial sistêmica ou doença coronariana).

Mudança do estilo de vida

O primeiro passo para quem busca melhorar sua insônia é investir em medidas de higiene do sono, ou seja, deve-se realizar uma “limpeza” de tudo aquilo que pode atrapalhar uma noite bem dormida. Vamos a algumas medidas comportamentais que podem ajudar nesse processo:

  • Preparo do ambiente: a primeira etapa consiste em preparar um lugar tranquilo e propício para uma boa noite de sono, com pouca luminosidade, sem estímulo sonoro, temperatura agradável, cama e travesseiro confortáveis
  • Tomar banho morno 2 a 3 horas antes de deitar pode ajudar a relaxar o corpo
  • Evitar cochilos prolongados durante o dia
  • Exposição à luz solar durante o dia (ajuda a regular nosso ritmo biológico)
  • Evitar álcool, café ou energéticos durante o período noturno, lembrando de priorizar refeições leves antes de dormir
  • Pratique atividade física regularmente, de preferência no período diurno ou vespertino
  • Entender que a cama serve exclusivamente para dormir ou ter atividade sexual. A partir do momento em que passamos a usá-la enquanto estamos lendo um livro, usando celular ou assistindo televisão, nosso cérebro se confunde sobre o verdadeiro papel de estar ali. Dessa maneira, educar nossa mente é importante de maneira que precisamos entender aquele lugar como um verdadeiro espaço de relaxamento
  • Ter uma rotina de sono bem definida, isto é, busque dormir nos mesmos horários ao longo dos dias
  • Não ficar longos períodos na cama tentando dormir, isso pode gerar frustração e dificultar mais ainda o processo de conciliação do sono. Caso o sono não venha, busque realizar uma atividade relaxante em outro ambiente.
  • Evite ficar excessivamente preocupado, olhando para o relógio a todo o instante. É importante entender que uma noite ocasional de insônia pode acontecer com qualquer pessoa. A partir do momento que isso se torna mais frequente, busque seu médico de confiança para tratamento de sono.

Acompanhamento psicológico

Insônia

A terapia cognitivo comportamental para insônia (TCC-I) consiste no tratamento de 1ª linha, sendo superior ao manejo isolado com medicamentos. Abrange diversas práticas, como orientações de higiene do sono e controle de estímulos, técnicas de relaxamento visando reduzir o estado de tensão e abordagem de crenças limitantes que só perpetuam o estado de insônia.

Nesse sentido, o paciente passa por uma reestruturação cognitiva que ajuda a combater ideias disfuncionais. como o medo excessivo de não dormir, o receio das consequências de um sono ruim e a ruminação mental. O cultivo de crenças mais realistas e saudáveis sobre o sono promove diminuição das queixas sobre o sono e dos sintomas da insônia.

Terapia medicamentosa

O tratamento medicamentoso é variado e envolve uma série de opções terapêuticas. Deve-se ficar atento para jamais se automedicar, pois os efeitos colaterais podem ser maiores que os benefícios. Por vezes, escutamos dicas de conhecidos que usaram esse ou aquele medicamento aparentemente com bons resultados. Isso quer dizer que irá funcionar com você? Pode ser que sim, pode ser que não! Importante entender que cada caso é único e necessita de uma avaliação individualizada.

Diversos remédios disponíveis no mercado são utilizados de maneira errada/equivocada para insônia, como é o caso dos antialérgicos. Sabe-se que os integrantes desse grupo de fármacos podem ter efeitos anticolinérgicos potentes, ou seja, podendo ocasionar sonolência diurna residual, tontura, prisão de ventre e secura oral.

Outro grupo bastante conhecido e infelizmente utilizado com frequência para insônia são os benzodiazepínicos. Esse grupo de remédios pode até ajudar inicialmente, porém seu consumo  envolve alto risco de dependência e tolerância, isto é, o paciente passa a precisar dele por muito tempo e em doses cada vez maiores, como um vício. Outro problema relacionado a esse grupo é sua associação com comprometimento cognitivo e aumento do risco de quedas e fraturas (especialmente em idosos).

Desse modo, nota-se que o tratamento é bastante variado e envolve tanto de medidas farmacológicas (medicamentos) como não farmacológicas (mudança no estilo de vida e psicoterapia).

Precisando de ajuda para tratamento de sua insônia?

Sua insônia tem tratamento e eu posso ajudar nesse processo! Sou o Dr. João Pedro, médico neurologista, realizo atendimentos de doenças neurológicas em adolescentes, adultos e idosos, incluindo problemas de sono, epilepsia, demências/esquecimentos, tremores, dores crônicas, acidente vascular cerebral (derrame) dentre outras condições. Busco realizar um atendimento individualizado e com uma visão abrangente, acolhendo as queixas e dedicando o tempo necessário para escuta ativa, exame clínico e orientações necessárias.

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